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03/11/08
• e-Thesis - Hotsite Futurecom 2008 - Balanço Final
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e-Thesis - Hotsite Futurecom 2008 - Balanço
Final
Futurecom - Cobertura analítica
03-Nov-2008
Crise pode ser. Mas com investimento
Por Jana de Paula
Num momento de crise financeira mundial, novos investimentos parecem um
paradoxo. Mas foi justamente esta a sugestão dos grandes, médios e pequenos
provedores de serviços de telecom e TI para suas grandes clientes - as
operadoras fixas e móveis - durante o Futurecom 2008, encerrado na
quinta-feira passada. Novos investimentos, apontam os provedores, são
essenciais para as transformações de curto prazo que certamente ocorrerão no
cenário de telecom brasileiro. De curto prazo significa já a partir do
primeiro trimestre de 2009. Mesmo após os quase seis bilhões de reais
aplicados na compra de licenças de 3G, em dezembro de 2007, as operadoras
precisam injetar mais recursos em serviços de mídia rica, segmentação,
conteúdo etc., além, é claro, de cumprir as metas de inclusão em banda larga
servidas pelo governo como barganha na licitação do espectro de 3G.
Assim, conteúdo, segmentação e valor adicionado são os três pilares
apresentados como a base das estratégias de atuação do setor ao longo do
próximo ano. Com a média de 73% de penetração na base de assinantes de
telefonia móvel e com a penetração da fixa estável em 39%, pode-se afirmar
que o mercado de telefonia do Brasil atingiu a maturidade. Além disso,
apesar de não ter vivenciado o custo social de milhares de mutuários de
imóveis inadimplentes - como ocorreu nos Estados Unidos - o país vive um
forte momento de especulação financeira que começa a atingir justamente as
classes D e E, apontadas como o principal filão de mercado para os próximos
anos.
No entanto, em comparação com outros setores industriais, como o
automobilístico, por exemplo, que, mesmo antes da desaceleração do crédito
mundial, já apresentava sinais negativos, não se pode dizer que são tão más
as perspectivas para as telecomunicações. Ao contrário de 2001, quando o
setor enfrentou queda de faturamento e uma mini-recessão, ocasionados por
seus próprios erros de avaliação de crescimento, excesso de otimismo e de
gastos, na chamada Bolha de Telecom, o momento agora é outro. Ou seja, após
sete anos de crescimento ininterrupto, o setor está com uma carteira
'folgada' para enfrentar até mesmo as previsões mais pessimistas.
Conteúdo e segmentação
"O CPqD tem trabalhado no sentido de atender a uma demanda de mercado que
vai existir a curto prazo para produtos e serviços tão segmentados e
heterogêneos quanto os clientes, sejam eles das classes D e E ou usuários de
ponta de áreas metropolitanas como São Paulo, que querem conteúdo em tempo
real e vão pagar por isto", aposta Ruy Flávio de Oliveira, executivo da área
de marketing de produto em tecnologia de serviços do CPqD.
Para que estas soluções estejam no dispositivo móvel do usuário final é
necessário investir. E nestes tempos de cautela, o ideal é o modelo de
negócios que implique um investimento de rápida absorção. Com a implantação
da infra-estrutura de 3G em fase conclusão pelas operadoras que adquiriram
as licenças, a hora é de parcerias e, sobretudo, de aproveitamento de um dos
seus principais trunfos - o acesso ao perfil de uso de seus clientes que
nenhuma outra prestadora de serviços possui.
"Uma das formas que vemos em direção ao conteúdo é de a operadora oferecer
descontos de minutagem sobre serviços, a partir da opção do cliente. Este
tipo de publicidade direcionada, segmentada, contra descontos de minutos
apresenta-se interessante", continua Oliveira.
Já está mais do que provado pelo gigante da publicidade on-line, o Google,
que a publicidade reduz o custo do serviço, quando é aplicado todo o
conhecimento do provedor sobre os hábitos do cliente, o que cria uma
publicidade absolutamente pessoal e direcionada. Mas, esta premissa ainda
não foi, de fato, absorvida pelas operadoras.
"Hoje, as operadoras não sabem o que seus usuários querem. Com o forte
aumento de competição previsto diante da portabilidade numérica, entre
outros fatores, as operadoras precisam investir em segmentação e
comportamento de seus clientes", enfatiza Eddy Bueno, VP e gerente-geral da
Acision, especializada em serviços de mensagem, que comemora o primeiro
aniversário de seu escritório na América Latina e prevê que o mercado de
mensagens móveis cresça 25% na região, até 2011. Bueno aponta que se, hoje,
a operadora sabe que seu cliente usa MMS, WAP, SMS etc., ela ignora quantas
vezes ele vai ao portal, que tipo de informação busca etc.
"As operadoras não sabem, por exemplo, qual, de suas 200 aplicações, é a
kill app. Não têm uma métrica eficiente. É preciso aproveitar os dados que
elas guardam em seus dataware houses, pois falamos de um mercado saturado,
que incita a criatividade. No momento, falta o marketing", sentencia Bueno.
O executivo lembra que com toda a consolidação do mercado de telefonia no
Brasil, a disseminação da 3G e o forte interesse do usuário pelos serviços
de mensagem móvel, o preço do SMS ainda é caro. "Outros países, como a
Venezuela, não tiveram medo de canibalizar a voz. Como o país chave da
América Latina, o Brasil deve entender as mudanças por que passa o mercado e
buscar maior criatividade no marketing, saindo dos modelos básicos de
cobrança pelo tempo de air time".
O usuário, hoje em dia, quer pacotes personalizados e não mais pacotes de
minutos para ligações de longa distância ou 500 SMS gratuitos. "O mercado
está maduro, inteligente e requer esta flexibilidade. Não se pode mais ficar
apenas no mercado de voz. Falamos de fidelidade, qualidade de serviço,
aumento de ARPU e redução de churn", acrescentou.
É claro que o xis desta questão é a dosagem, ou o equilíbrio calculado entre
o que se vai oferecer ao usuário e a publicidade em si. Entender como um
modelo segmentado de conteúdo patrocinado poderá ser interessante para o
cliente e, não, invasivo e irritante. "Este equilíbrio é complicado, mas é
fundamental, pois é sobre ele que será possível prestar um serviço com
qualidade e, assim, capaz de ser absorvido pela clientela", pondera Oliveira
do CPqD. Mais uma vez, é preciso ver que a infra-estrutura já existe, as
informações dos clientes estão prontas para uso e o que falta é investir num
modelo que sirva adequadamente neste processo.
Bem sucedidos serão os provedores de soluções e infra-estrutura capazes de
oferecer a dosagem certa. E quanto as operadoras? Vencerão as early adopters
destas novas soluções? "É claro que quem adota primeiro uma determinada
solução tem as vantagens de atender o mercado antes de qualquer outro
concorrente. Mas somente se fizer as coisas bem feitas", acrescenta
Oliveira.
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Crise pode ser. Mas com investimento
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Dois anos foi o tempo que a Inmarsat aguardou
pela aprovação da Anatel, para prover serviços móveis de banda larga via
satélite no país. Considerado um grande mercado por todos os principais
players mundiais de satélite, faltava este OK para que a companhia lançasse
os serviços a partir do Bgan (broadband global area network) no Brasil. Por
Jana de Paula.
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O chairman do UMTS Forum, Jean Pierre Bienaimé, veio ao Futurecom 2008 para
continuar sua militância - e do órgão que representa - pela adoção de
tecnologia com sistema aberto, global e harmonizado que permita aos diversos
países conectar-se entre si, beneficiando-se, assim, da oferta mundial de
produtos e serviços. Ele aplaudiu a rápida implementação de 3G no país e as
diversas portas de mercado e de uso que se abrem para esta tecnologia de
banda larga sem fio no país. O próximo passo é a Quarta Geração. Quando a 4G
estará harmonizada? Por Jana de Paula.
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A perspectiva de abertura de consulta pública sobre as MVNO pela Anatel até
o final de 2008, movimenta grandes fornecedores de soluções customizadas.
Neste Futurecom, a sigla que define empresas que alugam banda de outras
redes está presente nas palestras e nas novas ofertas dos provedores.
Ericsson e Telcordia, por exemplo, a primeira fornecedora de
infra-estrutura, e a outra especializada em software, apontam que já está na
hora de as operadoras que possuem rede pensar em alugar parte de sua
capacidade. Por Jana de Paula.
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A explosão da telefonia celular no Brasil tem impulsionado uma nova
modalidade de marketing, que já começa a ter representatividade na receita
das operadoras de telefonia móvel. Análises da IDC, mostram que as mensagens
B2C movimentaram U$ 129 milhões em 2007 e já representam 10% da receita dos
serviços de valor agregado dessas operadoras. Em 2008, esse valor deve
ultrapassar os U$150 milhões.
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A NetCracker, software-house de Boston (EUA), disse ao e-Thesis durante o
Futurecom 2008, que foi concluída sua absorção pela NEC Corp. Trata-se de
uma iniciativa pioneira no mercado mundial, em que uma empresa, totalmente
focada em hardware para TI, absorve uma desenvolvedora de software, no caso
de sistemas OSS. Como pode uma empresa de hardware adquirir uma de software?
E mais. Onde, atualmente, termina o mercado de TI e começa o de telecom?
Sanjay Mewada, vice-presidente de estratégia da NetCracker, tem a resposta:
"Não se vende mais uma caixa preta. A necessidade de software, segurança,
firewall, aplicações etc. é crescente e a tendência é de que hardware e
software caminhem cada vez mais juntos. O mesmo entre telecom e TI". Durante
o Futurecom a NetCracker apresenta seu portfólio que, entre outras, traz
soluções de gerenciamento de redes WiMAX para o Brasil. Por Jana de Paula.
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Nesta pesquisa virtual sobre o impacto da crise financeira mundial no setor
de tecnologia de ponta, foram levantadas iniciativas de algumas das grandes
empresas do setor, bem como as novas idéias das start-ups para superar a
dificuldade de obtenção do indispensável capital de risco. Como a atual
situação afeta o setor de ciência e pesquisa, que é sustentado,
principalmente, por doações? O que um funcionário de uma empresa de
tecnologia de ponta deve esperar destes tempos bicudos? E no Brasil, quais
são as perspectivas? Prepare-se, porque, em curto prazo, há muito pouca luz
no fim do túnel. Por Jana de Paula.
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