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Fonte: Tele.Síntese
[15/10/09]
Para Oi, é melhor competir com a Telefônica - por Lúcia Berbert
O presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, voltou a defender a compra da GVT pela
Telefônica. Segundo ele, a vinda de um novo player poderá prejudicar o mercado.
“Acharia estranho se a Vivendi entrasse no Brasil, porque iria balançar um pouco
nosso modelo”, disse.
O argumento de Falco é de que a Telefônica já conhece bem o Brasil, conhece o
retorno sobre investimento, a parte fiscal e a de licenças. “Quando chega um
novo player, e sempre é bom um novo player, mas que não entende do sistema
tributário, não sabe os custos escondidos, dos problemas trabalhistas e começa a
fazer conta e joga o preço para baixo, isso não é bom para o sistema. Pode
inicialmente parecer bom para o consumidor, mas em longo prazo prejudica, porque
destrói valor das companhias”, disse.
Falco ressalta que a compra da GVT é a prova da sua tese, de que o mercado de
telecom ficaria consolidado em três grandes grupos. “Nós fizemos um esforço
gigantesco para comprar a Brasil Telecom. E a consolidação continua”, disse.
A GVT, única empresa espelho que deu certo no Brasil, está sendo disputada pela
Telefônica e a Vivendi, grupo francês que é líder mundial no setor de
entretenimento.
PL 29
O presidente da Oi criticou a intenção de alguns parlamentares de regulamentar a
internet. Segundo ele, a versão atual do PL 29/07, que regulamenta o mercado de
TV por assinatura e permite a entrada das teles no setor, tenta travar a rede
mundial de computador, numa atitude completamente equivocada. “A internet é um
mundo anárquico, ninguém controla”, disse.
Falco também considera absurdo continuar proibindo as teles de entrarem no
mercado de TV por assinatura. “Qualquer sistema de TV paga lançado agora vende
até rachar. Uma prova de que esse mercado está mal atendido”, disse. Ele
ressalta que somente sete milhões de brasileiros têm acesso ao serviço, num
mercado potencial de 30 milhões de usuários.